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Resenha Show do Moby - Curitiba Master Hall - 22/04/2010
Ao chegar ontem no Curitiba Master Hall, umas 19h30, achamos que tínhamos errado o dia. Depois de pegarmos a pulserinha de camarote com o pessoal gente boa (mesmo) da T4F e sermos informadas de que o show começaria 22h30, voltamos para a concentração do lado de fora.
Saímos de casa para um show do Moby e sinceramente, imaginávamos um público muito diferente do que vimos por lá. Demos de cara com uma galera que jamais marcaria de se encontrar num mesmo lugar. Isso em Curitiba é muito, muuuuito esquisito. Aqui não tem erro, punk vai em show punk, hippie em encontro hippie na chácara, universitários na rave, yupis fazem happy hour e emendam com alguma coisa sertaneja / forró / pagode, playboy em balada cara, tia caroca vai no baile, mãe em festa das crianças, nerd não sai de casa e por aí vai. Então, junta tudo isso e mais uns perdidos e põe pra ver Moby.
No meio dessa galera, entramos. Subimos até o camarote e como somos baixinhas (pra não falar anãs de jardim), tentamos achar um espacinho entre os altões (ou seja, qualquer outra pessoa com mais de 1,65m de altura) que já tinham tomado conta da beirada do mezanino. Não conseguimos. Mas ao voltar, demos de cara com o Max!!!!
Não sabe quem é o Max? O Max, do Big Brother! :)
Tá, esquece. Fim do Big Brother.
O show começou e em segundos todo mundo estava dançando. Desistimos do camarote no meio do primeiro refrão, descemos para a pista e finalmente encontramos um catinho que dava pra ver melhor o show. Moby entrou ao lado de uma banda (batera, baixo, violino, teclados / sintetizadores) e de Joy Malcolm, vocalista que tem o acompanhado nessa turnê e é simplesmente divina. O Moby deve escolher a dedo a banda dele, pois os caras são simplesmente impecáveis. E isso não quer dizer que são mecânicos, tipo músicos de acompanhamento de cantor riquinho. Eles mandam ver meeesmo, improvisam, dançam, pulam, arrebentam.
Só pancada no estômago, um desfile de hits maravilhoso: Extreme Ways, Go, Why does my heart feel so bad?, We are all made of starts, Lift me up... Salto alto, coturno, polaina, bota country, plataforma, rasteirinha, tênis, havaiana, simplesmente todos pulando juntos. Lindo de ver! A energia do show de Moby é algo sem comparativos. O lugar ficou pequeno pra ele e sua banda. De quebra, Walk on the wild side de Lou Reed, oferecido para seus amigos de NY com direito a coro no refrão de "tchu-tchu-rus" (um dos pontos altos do show) e Whole Lotta Love do Led Zeppelin, em uma versão paulera, já no fim do show.
Uma honra assistir a um show desses, com uma abrangência cultural tão grande, uma mistura de pessoas tão interessante, uma música tão grandiosa. Galera de São Paulo e Rio, vistam seus melhores trajes, recarreguem suas energias pra se arrebentar de dançar e aproveitem, porque será único.
Sente só, um pedacinho de Lift Me Up:
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